Coronavírus: O que esperar da nova infecção respiratória?

Um novo vírus, chamado Coronavírus, têm assustado governos em todo o mundo.

Trata-se de um novo vírus que reúne agentes infecciosos que provocam sintomas como os de um resfriado e, até mesmo outras manifestações mais graves, como os causadores da Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio).

O vírus ataca o sistema respiratório e, começou a se espalhar a partir da região de Wuhan, na China. Veja agora qual a sua possível origem, e como se proteger.

Qual a Origem do novo Coronavírus?

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Trata-se de uma mutação de um vírus da família dos Coronavírus, um grupo conhecido desde desde meados dos anos 1960. Entre vírus deste grupo (coronavírus) encontra-se também o vírus conhecido por SARS, causador da  pneumonia atípica grave .(1).
Não existe, ainda um consenso sobre a verdadeira origem da doença, porém, acredita-se que o novo coronavírus tenha sido originalmente transmitido de um animal para o ser humano, e provavelmente ainda esteja em processo de mutação. 

Apesar de uma pesquisa chinesa ter descoberto uma relação do vírus com cobras, muitos acreditam que algum outro animal também possa estar envolvido com o início do surto na China.

O fato é que diferentes coronavírus podem ter sofrido recombinações e mutações.

O infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde, falou para a revista Abril, ele explica o que esse processo:
“É um processo que tem semelhanças com o que acontece na gripe. Na gripe suína, um porco pegou o vírus de aves e, na recombinação de vírus diferentes dentro do animal, surgiu um H1N1 que conseguiu passar para os seres humanos“
Segundo um  estudo com uma família infectada pelo novo coronavírus sugere que é possível que ele permaneça no corpo sem manifestar sintomas. Isso dificultaria o controle, uma vez que esse agente infeccioso poderia ser transmitido por pessoas aparentemente saudáveis.

Isso dificultaria o controle, uma vez que esse agente infeccioso poderia ser transmitido por pessoas aparentemente saudáveis.

Quais as Vias de Transmissão?
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Seguindo o padrão dos agentes infecciosos da família coronavírus, existem algumas vias principais de transmissão (2). Os coronavírus normalmente são transmitidos pelo:
  • Ar;
  • Contato com secreções contaminadas como: tosse ou espirro;
  • Contato pessoal próximo;
  • Contato com objetos e superfícies contaminadas.

Quais os sintomas do novo Coronavírus?

Autoridades de saúde e pesquisadores em todo o mundo estão procurando em entender o comportamento do novo Coronavírus, com intuito de evitar uma epidemia mundial. Porém, nesse momento a Organização Mundial da Saúde ainda, não decretou emergência global.

O Brasil, até o momento, apresentou três casos suspeitos.
Além dos casos suspeitos em Porto Alegre (RS), e em Curitiba (PR), está sendo investigado os casos em Belo Horizonte (MG), segundo o Jornal Estadão, os pacientes se enquadram nas suspeitas, por apresentarem sintomas similares (febre, tosse, dificuldade de respirar), e ter histórico de viagem recente à China.
O novo coronavírus causa, em geral, sintomas respiratórios mais leves que os da Sars e da Mers e os sinais clínicos mais referidos são febre e tosse, e em casos mais graves falta de ar e dificuldade de respirar. Veja mais aqui.

Até o momento, acredita-se que a letalidade também é menor que a associada a infecções como Sars e Mers.

Quais os Riscos do novo Coronavírus?
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Estamos falando de vírus perigoso? Quais as chances de atingir o Brasil?

O número de vítimas na China é grande, e os riscos para quem precisa viajar para o país é alto, sobretudo em pessoas mais velhas e crianças e que já tenham outras doenças respiratórias.

O riscos mais graves são:
  • Evolução para pneumonia;
  • Insuficiência respiratória.

Como se proteger?

Para os brasileiros, cabe frisar: a maioria dos casos da doença tem relação direta com os territórios chineses acometidos, que inclusive já foram isolados. Alemanha, Japão e Vietnã foram as primeiras nações além da China a apresentar casos autóctones — ou seja, transmitidos dentro dos próprios países.

Por aqui, um episódio suspeito em Belo Horizonte já foi investigado e o não se tratava do problema. Outros casos seguem em investigação pelo Ministério da Saúde.

Pessoas que apresentam sintomas respiratórios e não tenham passagem por essas áreas de circulação do vírus nem contato com casos suspeitos ou confirmados não precisam se preocupar.

algumas medidas básicas de proteção, que inclusive se aplicam a outros agentes infecciosos transmitidos pelo ar e por gotículas de saliva:

  • Evite aglomerações e contato próximo com outras pessoas
  • Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar (e descarte o material em local adequado)
  • Lave as mãos a cada duas horas e principalmente após passar por estabelecimentos ou transportes públicos
  • Procure não tocar olhos, nariz e boca
  • Não compartilhe copos, toalhas e objetos de uso pessoal
  • Dependendo do local, compre e use máscaras que cobrem boca e nariz

 

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